quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Ecos de Canudos

ECOS DE CANUDOS: MORRO DA FAVELA

        EM  FINS DE 1897, O BRASIL COMETERA UM DOS SEUS MAIORES EQUÍVOCOS: A DESTRUIÇÃO DO ARRAIAL DE BELO MONTE, OU POPULARMENTE, CANUDOS.   O ESCRITOR EUCLIDES DA CUNHA DIZIA EM SEUS RELATOS DE OS SERTÕES QUE ERAM 5  MIL SOLDADOS RUGINDO RAIVOSAMENTE SOBRE O QUE SOBRARA  DAS GENTES CONSELHEIRISTAS: IDOSOS,MULHERES,CRIANÇAS E ALGUNS HOMENS FEITOS. MESMO AOS QUE SE ENTREGARAM ANTES DO FIM DA GUERRA, A DEGOLA ERA UMA CONSTANTE. TALVEZ POR ISSO, MUITOS SERTANEJOS COMBATENTES PREFERISSEM UMA MORTE MAIS DIGNA E CONTINUAVAM NAS TRINCHEIRAS DAS BATALHAS ÉPICAS. ASSIM, GUERREIROS DE TODO O BRASIL FORAM AO SERTÃO DA BAHIA (NORDESTE DA BAHIA) PARA COMBATER SEUS IRMÃOS SERTANEJOS. O ESTADO BRASILEIRO PROMETERA-LHES GRANDES RECOMPENSAS PELO ESFACELAMENTO TOTAL DE ANTONIO CONSELHEIRO E SEUS SEGUIDORES. E ASSIM FOI FEITO. O ARRAIAL FOI LITERALMENTE COLOCADO ABAIXO E SUA GENTE FEITA DE REFÉM POR QUEM DEVIA-LHES DAR ASSISTÊNCIA AMPLA E IRRESTRITA, POIS TAMBÉM  ERAM OS SERTANEJOS, FILHOS DESTA PÁTRIA, SOLO MÃE GENTIL.  O CEARENSE GUSTAVO BARROSO, ASSIM COMENTA, SOBRE O SERTÃO:
TANTO QUANTO COMUNICAÇÕES E ESCOLAS, AO SERTÃO FALTA QUEM LHE CONGREGUE AS ENERGIAS, AS IMPULSIONE E ENCAMINHE EM SENTIDO ÚTIL. DOS GOVERNOS LOCAIS SEMPRE HOUVE MAIS INCLINAÇÃO PARA A POLÍTICA PESSOAL DO QUE PARA A ADMINISTRAÇÃO.” (BARROSO-FON FON-1936-P.36).


    TERMINADA A MISSÃO EM CANUDOS, MUITOS DOS COMBATENTES SE DIRIGIRAM AO RIO DE JANEIRO, ENTÃO CAPITAL FEDERAL, NO INTUITO DE REIVINDICAREM DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, OS TAIS BENEFÍCIOS PROMETIDOS DA CAMPANHA NA BAHIA. ACAMPARAM PRÓXIMOS AO MINISTÉRIO DA GUERRA E, DE LÁ, ESPERARAM ANSIOSOS PELOS VALORES E DESPOJOS DA GUERRA. COMO PRATICAMENTE O PROMETIDO EM QUASE NADA FOI CUMPRIDO, ESSES EX-COMBATENTES RESOLVERAM ESPERAR PELA PROMESSA, FUNDANDO UMA COMUNIDADE EM UM MORRO PRÓXIMO AO MINISTÉRIO ACIMA MENCIONADO. PARA LEMBRAREM-SE DO MORRO SERTANEJO ONDE HOUVE OS FEROZES COMBATES, RESOLVERAM ASSIM, BATIZÁ-LO DE MORRO DA FAVELA. MUITO EM BREVE, SERIA TROCADA A NOMENCLATURA PELO TOPÔNIMO MORRO DA PROVIDÊNCIA. PORÉM, O NOME ANTIGO JÁ TINHA PEGADO NO GOSTO POPULAR E TODA A COMUNIDADE AGORA SE CHAMAVA OSTENSIVAMENTE DE FAVELA. E AQUELES QUE NELA MORASSEM, SERIAM CONHECIDOS COMO FAVELADOS (PRINCIPALMENTE A PARTIR DA DÉCADA DE 1970). ESSES MORADORES SE DIZIAM MORADORES DA FAVELA, POIS É SABIDO QUE NO BRASIL OS NOMES MAIS POPULARES SÃO SEMPRE ENCURTADOS, SOFREM CORRUPTELA OU SÃO ABREVIADOS. SURGIRAM OS FAMOSOS BARRACOS FEITOS DE LATA OU ZINCO, RESTOS DE MADEIRA E DE DEMOLIÇÕES TRAZIDAS PELAS OBRAS NA CIDADE QUE PASSAVA POR MODIFICAÇÕES. BOA PARTE DESSES COMBATENTES ERA COMPOSTA DE TAMBÉM SERTANEJOS E DE EX- ESCRAVOS. LOGO, LOGO, NÃO SERIAM ELES BEM VISTOS E BENQUISTOS PELO GOVERNO E PELA SOCIEDADE, QUE, OUTRORA OS ACLAMARAM COMO HERÓIS E GUARDIÕES DA ORDEM E DO PROGRESSO ESTAMPADOS EM NOSSO SÍMBOLO AUGUSTO DA PAZ. NORDESTINOS E NEGROS SERIAM OS NOVOS(ou velhos) EXCLUIDOS DA RECÉM NASCIDA REPÚBLICA FEDERATIVA DO ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, COM SEUS HOJE 126 ANOS.
    DA CANUDOS ARRASADA PELA MATADEIRA INGLESA (CANHÃO) QUE HOJE ESTÁ EM UMA PRAÇA DE MONTE SANTO, TROUXERAM AS MARCAS CICATRIZADAS, AS PROMESSAS E UMA IMAGEM DE  JESUS CRISTO CRUCIFICADO, ENCONTRADA NOS ESCOMBROS DE UMA DAS IGREJAS (PROVAVELMENTE ESTA IMAGEM NEM EXISTA HOJE, POIS FOI DANIFICADA E DESCARTADA). SENDO ESTA COLOCADA EM UM ORATÓRIO QUE FORA ERGUIDO ANTERIORMENTE NO ALTO DO MORRO DA FAVELA, COMO SÍMBOLO, QUEM SABE, DE QUE SUAS PROEZAS NA GUERRA DO SERTÃO, TORNARAM-LHES MUITO MAIS SEMELHANTES AOS CONSELHEIRISTAS DO QUE COMO SERVOS DO ESTADO QUE OS OBRIGARA A COMETER A CARNIFICINA DE MAIS DE 20 MIL SERES HUMANOS, EM FINS DO SÉCULO XIX. FATO É QUE, DURANTE TODO ESSE PERÍODO, AS FAVELAS DO RJ E DE SP CONSTITUEM-SE NAS NEOCANUDOS, INFELIZMENTE VISTAS PELO ESTADO COMO GRANDES PROBLEMAS A SEREM ESQUECIDOS E PALCOS DE INTERVENÇÕES POUCO PROVEITOSAS. ASSIM, O MOVIMENTO UTÓPICO DE CONSELHEIRO CONTINUA AINDA EM PÉ, MESMO SABENDO QUE SUA CANUDOS FORA DESTRUÍDA E SUA DERROTA ERA DADA COMO CERTA,  SUAS IDEIAS FORAM AO LONGO DO TEMPO, SENDO CONDUZIDAS, EM PARTE, POR QUEM DESEJA HOJE QUE A VIDA DEVA SER BEM MELHOR. A CANUDOS HISTÓRICA FORA DESTRUÍDA PARA FAZER ESQUECER QUE A PÁTRIA TINHA SUAS OBRIGAÇÕES PERANTE OS QUE MAIS CARECEM DE APOIO. MESMO ASSIM, SEUS ALGOZES O PROMOVERAM E IMORTALIZARAM-NO. APESAR DE TENTAREM CALAR A VOZ DE CONSELHEIRO, ELA ACABOU FICANDO MAIS FORTE. SE PERGUNTARMOS PARA AS PESSOAS HOJE QUEM ERA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA OU OS PRINCIPAIS COMANDANTES E POLÍTICOS ENVOLVIDOS NO CONFLITO NAQUELA ÉPOCA DA GUERRA DE CANUDOS, SERÁ QUE A MAIORIA SABERIA RESPONDER DE PRONTIDÃO A ESTE QUESTIONAMENTO?
SABEMOS HOJE QUE O BELO MONTE DE CONSELHEIRO MORA EM TODAS AS COMUNIDADES HUMILDES E DESASSISTIDAS, QUE SE ORGANIZAM À SUA MANEIRA E INTERESSES, PARA TRILHAR CAMINHOS COMUNAIS, MESMO CONVIVENDO COM O ABANDONO FEITO POR PARTE DAS INTITUIÇÕES OFICIAIS E PELA PERCEPÇÃO INEQUÍVOCA NOS DIAS ATUAIS, DE QUE AINDA ESTAS COMUNIDADES ESTÃO CONFIGURADAS NO PAPEL SECUNDÁRIO DOS DESTINOS DO PAÍS.
      ASSIM, DESTRUIR A CANUDOS MAIOR NO SERTÃO DA BAHIA FEZ SURGIR OUTRAS CANUDOS AOS MILHARES, AOS PÉS DO CRISTO DA REDENÇÃO E AOS OLHOS DOS MENTORES DE TAMANHA E DESCOMUNAL SEGREGAÇÃO ÉTNICA E INDIFERENÇA SOCIOECONÔMICA. MESMO ASSIM, AINDA HÁ TEMPO NESTE SÉCULO XXI DE TER UMA TERRA ABUNDANTE COM LEITE E MEL, COMO PROFETIZAVA ANTONIO VICENTE MENDES MACIEL, O CONSELHEIRO DO BOM JESUS DO BELO MONTE.



   

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Conselheiro – Missão Abreviada

Conselheiro – Missão Abreviada





      Há pouco tempo tive acesso ao livro datado do século XIX(1ª edição em 1859, provavelmente) que o conselheiro Antonio tivera em suas mãos e que, através do mesmo, obtivera a capacidade sábia de pregar para um sertão tão faminto de religião presencial. Conselheiro sempre fora para muitos um fanático messiânico e outras afirmações aceitas pelo senso comum. Porém, quando nos defrontamos com o livro Missão Abreviada do padre português Manoel José Gonçalves Couto, vemos que, este livro, tão pouco conhecido pelos que se interessam pelo fato histórico do Belo Monte, pode ter sido um norte na vida de Conselheiro em relação à sua capacidade de atrair multidões em torno de um projeto de vida, calcado na espiritualidade e no legado do cristianismo, tão arraigados no sertão nosso de cada dia.
     Fato é que, lendo uma de suas quase mil páginas (isso mesmo, quase mil páginas), nos defrontamos com uma obra de alto brilho, mesmo que não seja tão afamada no meio literário, pois se tratava de um instrumento de evangelização e contenção do protestantismo da época, sendo também o livro português mais editado do século XIX, só perdendo para a Bíblia Sagrada. Orações e trechos bíblicos com um português ainda com umas palavras sem uso hoje, mas que fascinam pela lógica direta e reflexiva da vida cristã e do apego a Deus, Jesus e Maria Santíssima. Assim, pecado, luxúria, medos, inveja, fim dos tempos e deveres dos cristãos são transcritos de forma objetiva e mostram que a retórica daquela época tinha seus modos particulares e peculiares de falar sobre religião.
  Conselheiro tivera seu papel fundamental no fortalecimento do catolicismo sertanejo. Organizou obras em cemitérios, capelas e igrejas que hoje ainda são marcos de uma arquitetura sertaneja e peculiar de um povo. Um povo empobrecido e faminto de tudo não aceitaria trilhar um caminho sem esperanças concretas. Conselheiro tinha saberes que se acumularam ao longo de décadas de pregação pelo semiárido brasileiro e seu sustentáculo religioso era, senão, seu inseparável livro Missão Abreviada, além da Bíblia Sagrada e as Horas Marianas, que serviam como seus missais e roteiros de pregação. Este primeiro livro merecia ser lido pelo beato Antonio, pois conciliava a busca por Deus e a dignidade do ser humano em um lugar tão desumano como ainda é o Sertão.
    Em sua página primeira, o padre autor anuncia que a mesma obra esteja eleita para sacerdotes e para pessoas que se afeiçoam em pregações públicas, o que garantiria e afirmava que o Conselheiro tinha sim, esta autorização para pregar a palavra sagrada e seus mistérios mais desafiadores. Os pedidos do padre autor eram de que este livro fosse lido por pessoas alfabetizadas e que tivessem uma vida singular no meio da multidão. E isto o Conselheiro tinha de sobra, pois o seu carisma era de uma maneira tão forte e consistente que incentivava a modificação radical de um Sertão triste de norte a sul e de leste a oeste.
     Assim, o padre Manoel José Gonçalves Couto pede na folha de rosto de sua obra:
Missão abreviada - para despertar os descuidados, converter os pecadores e sustentar o fructo das missões. É destinado este livro para fazer oração, e instruções ao povo, particularmente ao povo d’aldeia. Obra utilíssima para os parochos, para os capellães, para qualquer sacerdote que deseja salvar almas, e finalmente para qualquer pessoa que faz oração pública.

     Antonio conselheiro estava apto a pregar suas orações e sentimentos a qualquer pessoa, pois obtivera através deste livro a capacidade de não apenas ler ou ensinar palavras e lições vãs. Pelo contrário, o fazia com respeito e sinceridade que são necessários ao homem que sai pelo mundo pregando o Evangelho. Obstinado que era, o Beato transforma-se em mensageiro bem-aventurado de uma palavra que faltava ao sertanejo, pois o este seria renegado a segundo plano nos afazeres de alguns sacerdotes. Configura-se assim que, ao contrário do se fazia naquela época, a palavra de Deus deveria ser celebrada por todos aqueles que a buscavam. Despertar os descuidados que estavam sob a égide de que a vida não mudaria para melhor. Porém, o Conselheiro conseguiu tirar o melhor que o livro poderia oferecer: a concretude de uma esperança.
    Talvez este livro não seja tão conhecido aqui no Brasil devido a sua ligação com o beato Conselheiro, pois se imagina que após os fogos de Canudos, algumas pessoas resolveram varrê-lo do mapa e das mentes brasileiras. A velha Canudos está submersa, a segunda Canudos também, e a 3ª Canudos localiza-se afastada do epicentro do conflito de outrora. A região Nordeste da Bahia (palco do conflito no final do século XIX) ainda encontra-se em dificuldades de todas as partes e seu IDH não é animador. O livro que se encontrava com Conselheiro foi aparentemente esquecido e, hoje, o sertanejo não tem outras opções para entender a Bíblia, a não ser por ele mesmo ou pela retórica alheia diversa que está longe de ser tão poderosa e peculiar quanto à de Antonio Conselheiro.

    O Sertão verdadeiro continua antigo em sua forma de fazer história e na sua organização social. A “modernidade” chegou com formas antagônicas (sem sustentabilidade) e não conseguiu transformar o conceito de Sertão na vida diária do sertanejo para um sítio mais humano. O progresso foi impiedoso para com a caatinga e a subserviência é imperante nas relações sociais. O Sertão não merece este progresso predador que aí está, mas necessita que a situação dos que desejam continuar por lá, possa trazer de fato, dignidade e respeito ao seu povo e a convivência sustentável com o meio ambiente que é tão hostil e tão misterioso ao mesmo tempo. 

domingo, 17 de agosto de 2014

''Entre aspas'


‘ENTRE ASPAS’

      



      Ao ligar a TV para ver as 'novidades mundiais', sempre nos deparamos com os conflitos existentes entre as diversas partes beligerantes no ‘Oriente Médio’. Interessante nos depararmos com uma constatação de que a paisagem em volta dos conflitos nas ‘áreas árabes e muçulmanas’ são sempre de degradação e destruição, nem sempre motivadas pelas guerras e conflitos locais. Faz lembrar, em termos, a Europa após as duas Grandes Guerras que assolaram tal continente: desolação e vida em risco.
   Afinal, o mundo ‘árabe e muçulmano’ sempre foi esta ‘horrível destruição’ impressa nas mídias mundiais? Houve sempre um aspecto feio na paisagem e na vida desses locais? Como justificar tantas ‘investidas’ das potências ‘mundiais e locais’ contra povos que não têm como se defender de tantas bombas e mísseis?
   Analisando fotos e documentos das décadas de 1950 e 1960 do século passado, notamos que a região dita ‘Oriente Médio’, já fora um ‘oásis’ de paz e de tolerância em relação a tantos povos e etnias que por lá vivem há séculos ou milênios. Seus inimigos sempre foram os ‘impérios’ de outrora que não conseguiram se estabelecer por muito tempo. Dois casos locais merecem destaque nesta ótica: ‘Afeganistão e Iraque’.
  ‘Aliados’ fieis das potências mundiais, ambos caminharam por vias do não enfrentamento. A Guerra Fria motivou para que a região fosse palco de disputas de hegemonia entre as potências ‘capitalistas e comunistas’. Sendo válido desta forma que qualquer pessoa que subisse ao poder pudesse estar alinhada a um ou outro grupo. O mais importante neste caso seria a logística dos interesses. Pois bem, o que houve foi a desestruturação do poder local, favorecendo a que ‘famílias ou clãs’ pudessem determinar o que lhes era mandado fazer. Com a ‘crise do petróleo’ na década de 1970, houve a acirrada busca de poder, que favoreceu a tamanha contradição.
   O Afeganistão tornou-se ‘frágil’ e foi logo sendo ‘invadido’ pela URSS em 1979, ocorrendo a uma guerra de quase uma década em que uma ‘potência’ via-se diante de ‘pastores pobres e de espingardas nas mãos’. Os EUA não perderam ‘tempo’ e armaram os ‘mujahedins’ para a defesa contra os russos. O resultado foi trágico: milhares de mortos, um país pobre em ruínas e a ‘ascensão dos talibãs’ que instauraram um regime ‘fechado e cruel’, em que ‘normas’ sociais e pessoais eram dadas ao extremo(burca, charria, barba grande). Uma consequência disso foi o surgimento de ‘grupos armados’ que defendiam seus ‘planos’ de poder e de domínio, em que o mais importante era a ‘destruição’ do ‘Ocidente e dos infieis’, baseadas nas ‘leis’ do islamismo. Todas as ‘conquistas’ dessas populações, mesmo em um reinado, foram sendo     ‘diluídas’ em pouco mais de uma década.
    Os grupos de ‘jovens islamitas’ foram aos poucos sendo ‘dominados’ pela perspectiva falsa da ascensão de suas ações contra as potências, outrora amigas. Surge então a ‘Al kaeda’ e, suas  ‘consequências’, todos hoje conhecemos.
    O Iraque torna-se um país ‘forte’ nos fins da década de 1970 e alia-se aos EUA, para depois, atacar sem ‘precisão’ o vizinho Irã. Uma guerra sem ‘necessidade’ e que findou na compilação de um país afundado em problemas sociais que vão culminar na ‘ditadura’ de Saddan Hussein, que se torna inimigo feroz dos ex-amigos ianques, e volta-se por uma ‘corrida imperialista’ ao ‘invadir’ o Kuwait e ver que toda essa ação conduziria esse país, suas etnias e seu presidente a ruína. Hoje o Iraque vive á ‘sombra’ do que foi: um país com grande reserva e  grande produtor de petróleo e com um IDH em crescente expansão na década de 1980. Tanto o Afeganistão, quanto o Iraque estão contidos no ‘eixo do mal’ dito por Bush. Assim, Bin Laden e seus ‘amigos’ constituíram uma ‘defesa contraditória’ e expuseram o islamismo ao ‘ódio’ pelos ‘ocidentais’, a ponto de hoje, quaisquer pessoas com ‘feições árabes’ são olhadas com desconfiança e até temor pelos ‘europeus’, ‘estadunidenses’ e seus ‘aliados’. Injusta configuração aos povos que tanto contribuíram para a ‘humanidade’ e, que hoje, sustentam o ‘movimento do mundo’ através de seu ‘ouro negro’. Um Iraque que não consegue ‘unidade nacional’ e vê surgir grupos que estão matando sem justificativa, além de favorecer para a ‘proliferação’ de redes de jovens que ‘doam suas vidas’ por um ideal em que acreditam piamente.
    O resultado da ‘Guerra Fria’ está aí para todo o mundo ver: o ‘Oriente Médio’ dividido, vendo sua Palestina sendo encurralada e dominada por ‘grupos extremistas’, governos sem ‘legitimidade’ e suas etnias sendo dizimadas pelas guerras, ‘genocídios’ e pelas ‘interpretações equivocadas’ do Corão. Usa-se a religião islamita para justificar atos desumanos e as ‘potências imperialistas’ ainda acirram o ódio pela população que nem sempre tem como se defender. ‘Homem-bomba’, ‘carro-bomba’, atentados em todo o planeta, ‘reação com pedras’, ‘intifada’, ‘Jihad’, falta de perspectivas aumentando e o surgimento de grupos armados por todos os lados com ‘ânsia de poder e dominação’. São esses os resultados dos enfrentamentos anteriores dos dois maiores ‘blocos’ da Guerra Fria, ao constatarem que seus projetos de ‘dominação regional’ fracassaram e aumentaram as crises do ‘Oriente Médio’, outrora lugar pacífico e de grande fluxo turístico por sua história, hoje ‘zona de guerra’ e um dos lugares em que viajar a passeio tornou-se um ‘inferno e uma aventura quase letal’.
   Um lugar que foi o ‘berço da civilização’ tornou-se o centro da ‘barbárie mundial’, onde os grandes responsáveis estão ‘longe’ e apenas mandam ordens de ‘ataque ou de matança’. Cristãos, judeus e muçulmanos são alvos dessas ‘desavenças’ que trouxeram para o mundo e para todos os ‘fieis’ a impressão de que ‘religião e ódio’ são parte da mesma moeda. Difícil dizer se isso vai se ‘perpetuar’ ou se algum dia a ‘paz e tolerância’ serão novamente uma ‘constante’ ou se gente perversa’ ainda promoverá mais destruição a seu ‘bel prazer’ em povos fragilizados pelo ‘terror’ que surgiu com a ‘ingerência’ e o ‘total apoio’ dos ‘ocidentais capitalistas e/ou comunistas’.


domingo, 15 de junho de 2014

PARIPIRANGA NA HISTÓRIA - O ADEUS A VINTE E CINCO

Morreu o último cangaceiro
 
Nos informou João de Sousa Lima











  
 Depois de Neco de Pautilia, a memória do cangaço perde mais um ícone. Faleceu hoje, 15 de junho, na capital alagoana José Alves de Matos o ex cangaceiro "25". Aos 97 anos de idade, Vinte e cinco era "oficialmente" o ultimo ex cangaceiro vivo. Dos remanescentes do cangaço "lampiônico" resta apenas Dulce que foi companheira do cangaceiro "Criança".

Aposentado como funcionário público estadual, ao longo dos anos o ex cangaceiro recebeu visitas em sua residência  para falar do seu tempo de cangaceiro. O que ajudou a costurar a história desse movimento tão complexo.



Vinte e cinco recebeu o escritor João de Sousa Lima 
no dia 29 de Abril de 2014.

Vinte e Cinco era de uma família numerosa, sendo oito irmãos e seis irmãs. Do segundo casamento do seu pai nasceram mais cinco homens e três mulheres. Teve vários primos e sobrinhos com ele no cangaço, tais como: "Santa Cruz", "Pavão", "Chumbinho", "Ventania" e "Azulão 3". No dia que entrou para o bando de Corisco o seu sobrinho Santa Cruz era aceito no grupo de Mariano.
 

Por conta de uma discussão com a cangaceira Dadá saiu do grupo de Corisco para o grupo de Lampião. 

No fatídico 28 de Julho de 1938 ele não se encontrava entre o bando porque havia sido incumbido de ir junto com os dois irmãos Atividade e Velocidade buscar uns mosquetões e umas munições.

 Na ocasião das entregas junto com vários cangaceiros.

Após a morte de Lampião Vinte e cinco se manteve escondido até se entregar as autoridades em novembro de 1938 junto com outros cangaceiros. Permaneceu preso por quatro anos em Maceió e dentro da cadeia começou a estudar, quando recebeu o alvará de soltura conseguiu através de um amigo emprego no estado como Guarda Civil. Quando o governador Ismar de Góis  Monteiro descobriu que ele havia sido cangaceiro convocou o secretário de Justiça do Estado, o senhor Ari Pitombo e disse que não podia admitir um criminoso na guarda ja que ele havia sido cangaceiro, o secretário procurou o chefe da guarda, o major Caboclinho que afirmou com toda convicção que entre os 38 guardas José Alves era o melhor profissional entre eles. 
 
 Vinte e Cico, Cobra Verde e Santa Cruz
a disposição da justiça.

O Secretário resolveu fazer um concurso entre os guardas e José Alves contratou duas professoras. Esqueceu as festas e curtições e foi estudar bastante o que lhe rendeu o primeiro lugar na primeira fase, na segunda fase se classificou entre os melhores mas quase foi reprovado justamente na "prova" de tiro, pois era acostumado com a Parabellum e teve que atirar com um revolver 38, abriram uma exceção para o candidato que então conseguiu provar sua habilidade e destreza. Atirando com uma parabellum ele acertou o alvo, depois de duas sequencias de erros com a outra arma. 




Escritor Sergio Dantas em visita à "Vinte e cinco"



Barreira, Santa Cruz, Vila Nova e Peitica. 
sentados - Pancada, Vinte e cinco e Cobra Verde.




Fonte: http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2014/06/adeus-vinte-e-cinco.html
 

sábado, 14 de junho de 2014

A HISTÓRIA CONTRAFACTUAL



A HISTÓRIA CONTRAFACTUAL



       Para quem pesquisa sobre a história e seus fatos dados como verdades, o título acima sugere outras formas de se pensar sobre a consolidação de uma ação cristalizada pelo tempo, interesse de classe ou por causa do status quo que vigora. Já diz o ditado que a vitória tem 1.000 pais e a derrota é um filho órfão. De fato, o questionamento a respeito de um fato consumado e adquirido pelo senso comum nos conduz a ver que é muito espinhoso o caminho de uma nova configuração. Afinal, revolver o passado pode ser a travessia de uma mentira petrificada para uma verdade (se é que existe) avassaladora. Não sei por que aqueles que tanto defendem uma tese de funcionamento da história tendem a querer não dar espaço para as ideias distintas de suas teorias que são incorporadas goela abaixo pelo público em geral.
Lampião, Maria Bonita e mais 9 cangaceiros mortos em Angico.
   

 A Histórica contrafactual sugere que pensemos num determinado fato histórico e possamos identificar que o mesmo fato seria moldado, caso os acontecimentos pudessem vir a se desfazer em outros fatos que sugeririam outras conotações e interpretações. Imagine uma Alemanha sem Hitler e, neste caso, haveria desta forma uma guerra mundial de proporções gigantescas que assolou o mundo dividindo-o em duas partes ditas antagônicas após 1945? Pense num Getúlio que não se suicidasse em 1954 e sua continuidade na política daria vez para que os militares, apoiados por camadas civis da sociedade, tomassem o poder central do Brasil em 1964? E se Lampião não tivesse caído na vida bandoleira, seria mais um sertanejo esquecido e abandonado?E o cangaço sem Lampião?E se o Brasil fosse uma colônia inglesa ou francesa? Se não existissem Adam Smith e Karl Marx? E se Jesus Cristo fosse esquecido após sua crucificação e morte? Para muitos, isto funciona como especulações sem fundamento, pois a história não transita por dúvidas, mas sim, por certezas. Mas de qual certeza estaríamos falando? A certeza de que sabemos o desenrolar de todos os fatos de nossa vida e de nosso meio? Não há garantias de nada neste mundo em que pisamos, pois as estimativas de futuro mudam ao sabor das andanças de uma sociedade que ora busca a novidade e ora volta a fazer uso do velho. O mundo mudou muito todos esses anos. Assim dizem muitas pessoas. Porém, a essência humana não mudou, pois ainda somos fisiologicamente dependentes da natureza que tanto maltratamos. Essa mudança dita aos 4 ventos só nos faz perceber que trocamos uma roupa gasta por uma nova roupa e que, a esta altura, parece que  essa troca valeu um novo pensamento(será?). Nos amparamos em textos, mensagens, frases de efeito, leituras complementares, senso comum, modismos baratos e sem sentido e outros bichos para adquirir  um saber que nos garanta não passar vexame na frente dos nossos pares ou dos nossos críticos. Mas acreditem, não há força maior que a do pensamento controverso, pois esta força vem do que nos é mais íntimo e evoluído: o pensar. Que o digam os gregos antigos que trouxeram nas costas todo o fardo positivo de estabelecer as bases para as ciências nos dias atuais. Por que eles foram tão sábios e formidáveis assim? Por que seus reflexos duram até hoje? Destino? Acaso? Obra da ação humana somente? A história está aí para ser buscada e rebuscada. As respostas podem ser diversas.
    Para a história contrafactual, não há fato que não possa ser estudado diante de tantas suposições e ingerências. Insistimos em construir nossa história pela nossa base cultural, em que pesa muito o destino ou a predestinação. O uso da conjunção “se”, nos traz à tona que nada é imutável, pois o que não existe de fato é o desejo de mudar ou transformar. A vida humana carece de motores que estão hibernando à espera de pessoas capazes de os fazerem funcionar. A novidade de fato não existe, pois somos o acúmulo do que aprendemos e não podemos nos desfazer de nossas vestes, pois o costume é algo como se fosse uma segunda pele: não desejamos perder. Essa nova roupagem é a consequência de que o novo é derivado do velho ou ultrapassado, pois o passado não é esquecido, no máximo, ele é desprezado, mas continua lá a lembrar que, por mais que possamos mudar algo, só estamos construindo de um novo jeito o que não se vai no presente. Nossa essência nos impede de sermos tão audazes assim. Uma nova ordem mundial e social não se faz com ações somente, se faz também com o sentimento que nós somos limitados e que somos frutos não somente dos nossos sonhos, mas também da intervenção benéfica ou não das outras pessoas que estão à nossa volta. No fundo, somos seres frágeis como uma flor que desabrocha e que necessita de cuidados. Mas teimamos em achar que o mundo nos serve de palco e descobrimos que podemos pensar o que quiser ou desejar o que há de mais alto. Mas, jamais sairemos de nossa extrema dependência fisiológica e natural. Se adquirimos mais capacidades de raciocínio, isto nos faz mais detentores de responsabilidades outras que ainda não assumimos perante o nosso planeta.
      Desta forma, não há garantias sobre a história humana. O que se faz é nada mais, nada menos, que uma interpretação de um fato histórico. Daí que, o nosso senso crítico nos pede que possamos filtrar a informação e construir o nosso próprio entendimento. Porém, não podemos nos desprender de algumas bases para compreender um determinado conhecimento. De fato, criar realidades lunáticas por desejar não ver o diferente não nos permite ver melhor um fato. O passado é o nosso DNA. Busquemos então, nos livrar do senso comum e dar ênfase à capacidade crítica de reter um fato à luz da ciência estabelecida. Supor uma ação humana que não foi feita num determinado fato histórico, nos faz pensar na capacidade de que, verdadeiramente amamos o passado, pois sem ele, não entendemos o nosso presente comumente atribulado e com respostas baseadas nos achismos comuns aos habitantes deste pequenino corpo celeste do Universo.

Foto: SILVA FILHO, Rubens Antonio da. “colorizando para melhor apreender”, in: “Cangaço na Bahia” site: cangaconabahia.blogspot.com acessado em 14-06-2014 às 9h.30. Blog Cangaço na Bahia.






            

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Nada muda mais que o passado.



        


    Vez por outra a História se vê necessitada em dar uma resposta à altura quando um fato histórico já sacramentado perante a opinião pública(ou senso comum) ganha novos ares e perturba quem já se conformou com tal versão. De fato, o passado foi feito para quem fica a bisbilhotar a história sempre. A maioria não está nem aí para o que já foi, pois como diz o ditado popular, anda-se pra frente. O passado sempre será revivido na ótica das pessoas apaixonadas pelo desejo de explicar o presente. Fato é que nem sempre há o acordo sobre determinado fato que não cicatriza, pois suas feridas são por demais profundas. 


 
Corisco e Dadá

    

    É nesta ótica que sempre se lembra também do cangaço, nosso fenômeno social e histórico, que a todo momento é recheado de novas perspectivas, nem sempre levadas a sério ou debatidas. Aqui e ali, vêem-se novas informações que remexem os solos já tão encharcados de saberes que criam um misto de perplexidade e espanto e que geram novas comunidades e assembléias para verificar a autenticidade dos fatos. Posto que seja uma espécie de ser com expressão própria, a história não se constitui como objeto de alguém ou de um grupo definido.As declarações das pessoas mais idosas é de suma importância e merecem total respeito para o entendimento 
mais crucial do cangaço há 76 anos atrás, onde Lampião e seu bando assustavam e faziam história.Elas são os olhos da história do cangaço.Parabéns a todos que entrevistam essas personagens históricas que não são lembradas nos livros didáticos. A história cabe na palma da mão e na mente é exercida com a devida obediência aos ditames de um grupo ou de uma ideologia. Claro que alguém ou algum setor precisa escrever a história. Aquele que escreve primeiro um fato leva a chama da razão em determinado evento. Porém, os revisionismos constantes mostram que alguém necessita de outra versão pra tal fato histórico. O cangaço está mais que remontado na cabeça dos sertanejos. Porém, sabe-se que uma visão apurada deste fato ainda é coisa para poucos que se debruçam a enxergar sob diversos ângulos aquilo que parece tão óbvio. As diversas modalidades em que o cangaço foi destacado refletem que, muito mais que noções, precisamos ver as partes para ir ao todo. Parece loucura, mas a verdade é que, quando as partes são deixadas de lado, o todo tende a ruir. Assim, o estudo de campo desenvolvido por algumas pessoas hoje e no passado, foi fundamental para entendermos o tema em questão muito além das ideologias importadas e das utopias tão propagadas. Tudo o que desejamos saber está do lado em que estamos localizados, porém, nada pode ser a única matriz do saber. Aquele que, com responsabilidade de historiador e de pesquisador, tende a buscar um fato e, assim, interpretá-lo com a consciência de que todo saber depende de onde estamos e como podemos usá-lo para os nossos reais interesses ou ideais. Uma história revista não indica necessariamente que uma versão seja menos merecedora de crédito, mas que, ao ser relatado um fato histórico, o tempo em que se deu ainda não dispunha de outros saberes para agregar valor de uma verdade mais consistente. Qualquer pessoa que se debruça sobre a história e se livra de muitos dos seus preconceitos, tende a entender que tudo pede uma nova chance de ser debatido com responsabilidade.  Num texto que fala sobre história, há a necessidade de que cada pessoa possa ter sua própria interpretação, sem necessariamente haver melhor ou pior. O que não se pode conceber é que uma leitura possa fugir do objeto de estudo. Extrapolar o texto e buscar novas variantes sem fugir ao conteúdo é de uma natureza esplêndida para aqueles que ousem reconstruir a história, em busca, quem sabe, de sua essência. Complicado não?! Pois é, cabe a todos em conjunto buscar uma ponte segura para atravessar do senso comum para a órbita do cientificamente aceito e discutido. Alguém um dia resolveu dizer que o saber que almejamos depende da janela em que queremos olhar o horizonte que nos desafia e nos envolve. Mas o mundo em que estamos inseridos é feito de janelas que apontam para variados ângulos. Quando não mantemos o coração conectado com o cérebro, tendemos a nos confundir e a confundir os nossos semelhantes.

 Foto: SILVA FILHO, Rubens Antonio da. “colorizando para melhor apreender”, in: “Cangaço na Bahia” site: cangaconabahia.blogspot.com acessado em 29-05-2014 às 18h.30. Blog Cangaço na Bahia.

Paulo Gastão entrevista seu Luiz  Cazuza :   http://www.youtube.com/watch?v=o5FyQmwFw20

http://www.youtube.com/watch?v=5nokJn45uP8

http://www.youtube.com/watch?v=b8JayyjTW6Y

http://www.youtube.com/watch?v=x8Y_E6NyXPc

http://www.youtube.com/watch?v=PvxsaLxFtAk


domingo, 13 de outubro de 2013

ENTREGA DE CANGACEIROS EM 1940-PARIPIRANGA FEZ PARTE DESTA HISTÓRIA.

ÂNGELO ROQUE(LABAREDA) E SEU BANDO EM SALVADOR-BAHIA-1940

Salvo melhor juízo... Identificando:


        À frente, à esquerda, Saracura (Benicio Alves dos Santos), tendo atrás sua companheira Flauzina (Flauzina Alves de Lima); A menina à frente de Saracura é Maria Eunice, filha de Flauzina com o cangaceiro “Zezé”, então já falecido.
      Centro esquerda Patativa (Antonio Pedro da Silva), tendo atrás Zephinha (Josepha Maria de Jesus).
      No centro atrás Deus–te–guie (Domingos Gregorio dos Santos).
      Na frente, no centro, Labareda (Ângelo Roque dos Santos), tendo à direita atrás, ao lado de Deus–te– guie, e sua companheira Ozana (Anna da Conceição).
      À direita, Jandaia, (Manoel Raymundo da Silva) com Josepha (Josepha Maria da Conceição) atrás, na extrema direita de pé.
      
    Esta foto foi batida em abril de 1940, na Sede da Secretaria de Segurança, em Salvador, Bahia.Os cangaceiros haviam se entregado antes, em Paripiranga. Deslocaram-se para Salvador, em trem, acompanhados de militares. Então, na Secretaria, em cerimônia para a imprensa, re-aparataram-se e posaram para esta foto.

  
   Fonte: SILVA FILHO, Rubens Antonio da. 
http://cangaconabahia.blogspot.com.br/2013/07/entrega-de-cangaceiros-1940.html”, in: “Cangaço na Bahia” site: cangaconabahia.blogspot.com acessado em 12-10-2013.