sábado, 5 de janeiro de 2013

O EFEITO DA HISTÓRIA




O EFEITO DA HISTÓRIA
       

        Se o presente é uma dádiva e o futuro pertence a Deus. Então o que o passado pode representar?Uma dúvida que sempre impulsiona os que desejam reconstruir os fatos históricos que não podem ser apagados da memória coletiva. Mesmo assim, é notório que remontar a história que nos é próxima é a via crucis dos que buscam construir a casa que o tempo teima em descaracterizar.
     Percebe-se que o tema Cangaço ainda é revestido de tabus e senso comum que não permitem que mais fatos sejam pesquisados, trazendo mais riquezas sobre os desdobramentos que se deram na ação dos agentes deste marcante e complexo debate que se estabeleceu.
    Satanizar ou glorificar as ações ocorridas no Cangaço só nos faz mais pequenos e sem foco. Afinal, cangaceiros, coronéis, volantes e governantes tinham ações parecidas para obterem o que queriam. O sertão ganhou e perdeu com os mesmos, pois os governos gastaram muitos contos de réis e pessoas inocentes foram vítimas das duas partes (CANGACEIROS E VOLANTES) que se pareciam até nas vestimentas e nos apetrechos que exibiam nas fotografias e nas películas que sabiamente foram feitas.
   A pesquisa histórica de nossa gente traz à luz a necessidade de se valorizar o que é nosso para sentirmos parte da história da humanidade, além de gerar renda para os locais preservados, onde os fatos aconteceram. Prova disso é que Serra Talhada, Mossoró, Paulo Afonso, Jeremoabo, Piranhas, Poço Redondo, Frei Paulo, Nazaré do Pico, Queimadas, Pinhão, Porto da Folha e outros lugares são visitados e são palcos de eventos sobre o tema Cangaço e seus afins.
   Pelas parcas informações já obtidas, noto que Paripiranga tem algo a fornecer para a pesquisa histórica sobre a passagem e as andanças de Virgolino e seus pares nesta região. Mesmo sabendo que no meio acadêmico o Cangaço é visto com restrições e narizes empinados, a saga de Virgolino lhe trouxe a 2ª posição de latino americano mais estudado e biografado até os dias atuais.

   Estudar o cangaço é entender que sua maior fonte de pesquisa é o sertão e sua gente, que trazem em suas memórias as marcas, as cicatrizes e os conceitos construídos ontem e hoje sobre os movimentos cangaceirísticos. Esperamos que os frutos pequenos desta pesquisa particular e individual possam ser coletivizados para que este lugar antes Malhada Vermelha, Patrocínio do Coité e hoje Paripiranga venha a fazer parte do seleto grupo de locais que foram palcos das andanças e dos rastros deixados pelos cangaceiros na década de 30 do século XX.

  A maior recompensa que a pesquisa histórica pode nos trazer é o saber aprofundado de nossa própria história e a crença de todos somos agentes da história da humanidade.


   Se acaso você que leu este texto e pode nos acrescentar mais informações sobre a nossa pesquisa, deixe-nos um comentário e entraremos em contato. Quaisquer documentos, fotografias, depoimentos, relatos, lugares e nomes de pessoas que experimentaram o tempo do cangaço serão de grande valia.


FOTOGRAFIA CEDIDA GENTILMENTE POR MARCOS AURÉLIO CARREGOSA LIMA.